Comentário dos Provérbios

Há quatro coisas que são pequenas sobre a terra, mas são demasiadamente sábias:

Você pode aprender muito a partir de pequenas coisas na terra. Agur continua ensinando sabedoria através de suas observações de grupo de coisas na natureza. Ele agora relaciona quatro coisas pequenas, e ele indica que muita sabedoria pode ser extraída de cada uma delas. Esteja atento, caro leitor.

Os homens consideram estas quatro criaturas – as formigas, os coelhos, os gafanhotos e as aranhas – insignificantes, estúpidas, e não merecedoras de qualquer respeito por parte deles. Eles gastam mais tempo e esforço tentando destruir essas criaturas do que os observando e aprendendo a sabedoria que o seu Criador deu a eles. É humilhante para o homem encontrar sabedoria neles, sabedoria esta que ele próprio não adquiriu consistentemente! Ah, caro leitor, o Criador está nos ensinando uma lição geral de humildade!

Os instintos dessas pequenas criaturas são geralmente superiores à nossa razão e inteligência no nosso mundo tão superior. Quem planeja tanto o futuro como a formiga? Quem se sente tão protegida quanto o coelho? Cooperadora como o gafanhoto? Ou diligente quanto a aranha? O Criador nos põe no nosso lugar. Sem Ele nós somos insensatos. Dentre os hábitos desses quatro pequenos animais está a sabedoria que pode ensinar, corrigir e repreender qualquer homem. Mas as nossas escolas de administração de negócios ainda especulam as causas do sucesso!

Quão perceptivo e discernente você é? Você fica impressionado pelo tamanho, beleza, som e espetáculo? Ou você procura por sabedoria e conduta, planejamento e diligência, e outros traços característicos de maior valor do que a simples aparência? A sabedoria é a principal coisa, e lhe fará bem enxergar a sabedoria que essas pequenas, feias, silenciosas e reticentes criaturas possuem.

Deus é glorioso em todas as Suas obras, até mesmo nas menores. Deus se vangloria diante de Jó pelas suas maiores criaturas, o leviatã e o beemote; (Jó 40:15; 41:11) mas aqui nós também podemos ver a Sua majestade nas pequenas coisas. Você observa com muito cuidado para ver que toda a Sua criação declara a Sua glória? Você extrai tanto prazer de um beija-flor quanto de um elefante?

A natureza contém lições de sabedoria que foram perdidas no nosso mundo “esclarecido”. Por exemplo, o nosso irmão Paulo chama a atenção ao uso natural dos cabelos (ICo 11:14-15). Cabelos compridos em um homem são repulsivos, mas o cabelo comprido em uma mulher é glorioso. Ignorando os pervertidos de nossa geração, estas regras têm sido observadas pelos homens mais esclarecidos desde a criação do mundo. Não importa o que os hippies e os desenhistas de moda dizem, a regra é tão certa quanto a lei da gravidade! Cabelos compridos em um homem são o mesmo que um homem usar uma camisola rendada!

Paulo também apela para a condenação universal da sodomia inerente à nossa natureza (Rm 1:26-27). A palavra de Deus claramente condena essa abominação, assim como a natureza. A maioria dos homens a desprezaram desde a criação. Um modesto entendimento de anatomia, biologia, higiene, saúde, caráter, atração sexual e sociedade humana, cria aversão a essa perversão. Todos os nossos cinquenta estados tinham claras leis contrárias à sodomia, e só mesmo com enorme esforço elas foram abolidas em alguns estados. Vários estados ainda as têm no século 21.

Agur procura ensinar quatro lições de sabedoria em quatro provérbios consecutivos, identificando características singulares de quatro coisas muito pequenas. Elas são a formiga (Pv 30:25), o coelho (Pv 30:26), o gafanhoto (Pv 30:27), e a aranha (Pv 30:28).

Se afligir, precisamente, sobre quais espécies Agur pretende ensinar ao usar cada uma destas criaturas, nada tem a ver com as lições. As lições são previdência e poupança (Pv 30:25), defesa segura (Pv 30:26), cooperação em sociedade (Pv 30:27), e diligência persistente (Pv 30:28).

Tomemos cuidado para não desprezarmos os pobres e fracos deste mundo quando nos encontrarmos com eles, pois Deus os escolheu para serem ricos na fé e herdeiros do Seu reino (Tg 2:5; ICo 1:26-29). E quando necessitamos de sabedoria, vamos buscar o Deus da sabedoria, o Qual é capaz de favorecer até estas pequenas coisas com um grande volume de sabedoria. Certamente Ele pode responder à sua necessidade (Tg 1:5)!

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