Comentário dos Provérbios

A preguiça lança em profundo sono, e a alma indolente sofrerá a fome.

A preguiça é fazer o serviço d-e-v-a-g-a-r. É t-e-r m-e-d-o d-e um serviço e ressentir o esforço que ele exige. É uma atitude e esforço preguiçoso em relação ao trabalho; e inicia um círculo vicioso. A preguiça drena a sua energia, reduz o seu ritmo, intimida o seu espírito e faz você dormir. A preguiça atrai mais preguiça, até que você se torna um vagabundo sem valor. Ela leva a: “Estou cansado demais para fazer qualquer coisa; acho que vou tirar uma soneca.” Logo, logo, você estará cansado demais até para comer (Pv 19:24; 26:15)!

Quais as consequências da preguiça? Num mundo piedoso você morreria de fome! O Senhor Jesus Cristo da Bíblia não permite que pessoas preguiçosas comam (Pv 20:4; IITs 3:10)! Uma alma ociosa – uma pessoa que não está se movendo ou trabalhando – vai passar fome! Porque você é preguiçoso, empregadores nobres não lhe promoverão nem lhe pagarão bem; você permanecerá em seus empregos modestos e se tornará cada vez mais pobre (Pv 10:4; 12:24; 13:4). Logo, logo, você não terá o suficiente para comer.

O que é preguiça? É agir como a preguiça! O que é uma preguiça? A preguiça é um animal mamífero que mora nas árvores da América do Sul. Eles se movem lentamente – de cabeça para baixo. São os mamíferos terrestres mais lentos e, no chão, andam muito devagar (apenas cerca de 1,5 metro por minuto). Quando se movem pelas árvores de cabeça para baixo, eles viajam a uma velocidade maior (cerca de 3,7 metros por minuto). As preguiças são animais muito preguiçosos e dormem, em média, 15 horas por dia.

Cada dia traz consigo vários testes para verificar se você é preguiçoso ou não. Um deles ocorre de manhã, quando é hora de se levantar. O que é que você faz? Se você vira para o outro lado e se aconchega debaixo dos lençóis, e gostaria de não ter que levantar, você é um preguiçoso. Salomão zombou de seu comportamento absurdo comparando-o com uma porta que vai e vem sobre as suas dobradiças, rolando pra lá e pra cá no conforto de seus lençóis até que a pobreza o tenha destruído completamente (Pv 6:9-11; 24:33-34; 26:14)! O homem diligente é grato por um novo dia, um lugar para trabalhar e fazer as coisas; ele se levanta com energia!

Outro teste diário é aquele que ocorre quando você tem uma tarefa desagradável a fazer, como uma pia cheia de pratos sujos, ou um gramado para ser cortado num dia muito quente. Ou você se levanta e mete a mão na massa com todo o seu vigor, ou você diz para si mesmo o quanto é desagradável ter que trabalhar tanto, e geme e lamenta durante o tempo todo. Não seja uma preguiça! Não considere a dificuldade da tarefa! Considere o quanto você é agradecido pela saúde, força, o brilho do sol, cortadores de grama e ter o seu próprio quintal. Saia já pra fora e faça o seu gramado ficar bonito!

O que trabalha duro acaba primeiro, gosta do trabalho duro, tem uma percepção de ter feito algo e é recompensado por Deus e pelos homens. Ele vai longe! Ele passa, dirigindo o seu novo carro, pela casa do preguiçoso e o vê se arrastando atrás do seu cortador de grama. O preguiçoso termina o serviço bem mais tarde, reclama de tudo, é arrasado por um espírito derrotado e exausto, e vê o seu carro usado ser levado pelo financiador. Despeça aquele vagabundo! O que trabalha bastante é feliz, é promovido, e pede para fazer horas extras! O preguiçoso simplesmente deseja, desesperadamente, tirar uma soneca!

É tudo uma questão de atitude. E a atitude é uma escolha sua. Se você se levanta devagar, desejando que ainda estivesse na cama, você esgotará as suas energias e o colocará em marcha lenta. Se você começa uma tarefa com um suspiro e ressentimento, vai parecer que é uma montanha e vai levar um tempão. Todo trabalho para o preguiçoso é como uma sebe de espinhos em seu caminho (Pv 15:19)! Mas se você pula da cama de manhã, agradecendo a Deus por um novo dia para O servir, você terá completado várias tarefas antes do meio-dia, terá uma sensação de realização, paz, alegria e ser um grande sucesso.

É uma escolha. Não sente. Não pense naquilo que você precisa fazer. Não fique pensando que será difícil. Não fique pensando quanto tempo vai levar. Comece a primeira tarefa agora! Ataque-a! Não pense! Trabalhe! Antes de você se dar conta, a tarefa estará terminada; você está revigorado pela alegria e pela recompensa de um trabalho bem feito. Você se alegra nas suas habilidades; e os homens lhe promoverão.

Um vagabundo da rua, um mendigo, que senta e dorme o dia todo perto do seu banco na praça, começou um dia com a opção de não trabalhar bastante. Um dia sem trabalhar bastante fez com que ser preguiçoso no dia seguinte fosse mais fácil. Em poucos dias, apenas, ele perdeu o hábito, a convicção, a motivação e a alegria do trabalho duro. Ele se embalou no sono, o sono de um vagabundo. Preguiça! Abra o seu saquinho de papel e beba o seu vinho barato! Caia na sarjeta e durma no seu próprio vômito!

Qual é a cura? Podemos livrar o país dos vagabundos se acabarmos com o serviço de assistência social direcionada para essas pessoas e demitindo todos os empregados lentos. A produtividade de nossa nação daria um salto! A prosperidade seria mais abundante do que é atualmente. A fome é o melhor professor de hábitos de bom trabalho (Pv 16:26; 20:4). Os homens têm uma tendência universal de ser agradecidos e motivados a respeito do trabalho, quando o umbigo se aproxima da espinha dorsal! Se a nossa nação parasse de proteger e de subsidiar os preguiçosos, os homens aprenderiam a trabalhar, ou passariam fome. De qualquer forma, a sociedade e a força do trabalho estariam purgadas desses indignos de comida e de bebida. Que gloriosa sabedoria!

A cura para si mesmo? Não invente desculpas (Pv 22:13; 26:13,16). Trabalhe! Aprenda que aquele tempo adicional na cama é um desperdício terrível (Pv 6:9-11; 20:13; 24:30-34). Levante! Encare a sua tarefa com um zelo ardente, como se fosse para o Rei dos reis; e considere poder trabalhar para reis, pois essa pode ser a sua próxima promoção (Pv 22:29; Cl 3:22-25)! O trabalho é um prazer e um privilégio para o homem piedoso, e ele estará contente com quaisquer habilidades e serviços que Deus dirige em sua direção.

Pais, esta é uma grande lição a ser ensinada a seus filhos a cada dia. Não importa quem descobriu a Bolívia, que o número atômico para o titânio é 22, ou que “nachos” em espanhol é “nachos”. Mas o que importa é como as crianças levantam pela manhã e encaram as suas tarefas do dia. O trabalho pesado e a atitude zelosa não são propriedade de qualquer raça, nacionalidade ou temperamento; são características dos filhos de Deus. Se você aprendeu a sabedoria de Deus a partir deste provérbio, você não subsidiará ou protegerá crianças preguiçosas.

Leitor cristão, a lição deste provérbio se aplica a todas as áreas de sua vida, não só no emprego, lavando louças, ou cortando a grama. Ela inclui sua atitude e esforços no seu casamento, na educação dos seus filhos, nos seus devocionais pessoais, oração e adoração de Deus. Você é ambicioso, comprometido, enérgico e fervoroso em todos esses deveres, também? Só há uma maneira de viver e encarar as suas responsabilidades – tudo para a glória de Deus!

Não pense por um minuto sequer, que esta doutrina é só do Velho Testamento. Paulo condenou a preguiça no Novo Testamento (Rm 12:11; ITs 4:11-12; Ef 4:28). Ele ordenou às igrejas para não deixarem pessoas preguiçosas comerem (IITs 3:10-12). E ele pediu a exclusão de qualquer membro da igreja que comprometesse essa determinação (IITs 3:6-15). A graça de Deus que converte pecadores e a própria pregação da Sua Palavra transformará homens que têm hábitos preguiçosos e pensamentos próprios desta geração preguiçosa e mimada. O nosso abençoado Senhor Jesus e o apóstolo Paulo foram trabalhadores diligentes. Jesus frequentemente não tinha tempo para o lazer (Mc 3:20-21; 6:31). Ele não queria que anoitecesse, porque Ele teria de parar de trabalhar (Jo 4:34; 9:4; 17:4)! Paulo trabalhou com mais empenho do que os demais apóstolos (ICo 15:10). Ele pregou durante o dia e trabalhou durante a noite; ele pregou durante a noite e trabalhou durante o dia (At 18:3; ITs 2:9; IITs 3:8).

Não há lugar no reino dos céus para pessoas preguiçosas e ociosas (Mt 11:12; Lc 9:62; 13:24; ICo 9:24; Fp 3:14). Nem Jesus nem Paulo eram preguiçosos e os dois são nossos exemplos (ICo 11:1). Eles puseram as suas mãos à vontade de Deus e o fizeram com todo o empenho, da mesma forma como nós deveríamos executar os diversos deveres que Deus nos deu (Ec 9:10).

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